Discípulos e Missionários a partir do Evangelho de João

“Permanecei no meu amor para dardes muitos furtos” (Jo 15,8-9). Bíblia é a Palavra de Deus. Ela existe para “ensinar, refutar, corrigir e educar na justiça” (2 Tm 3,16). Pelo batismo todos recebemos a missão de anunciar a Palavra e testemunhá-la. Toda a Bíblia é revelação de Deus. O Antigo Testamento e o Novo Testamento possuem a mesma importância, mas, os Evangelhos têm um lugar de excelência, pois ali se encontra a vida de Jesus e todos os outros livros se convergem para o centro, que é o Cristo. Inspirado no Documento de Aparecida o tema para reflexao no mes da biblia tem se centrado nas narrativas evangélicas, sendo que em 2012 tratou do discipulado e da missionariedade segundo Marcos, seguido de Mateus em 2013, Lucas em 2014, e agora João em 2015. No discipulado de Jesus, segundo João, ele acolhe e partilha a responsabilidade com povo. As pessoas que conhecem Jesus tem a responsabilidade de encaminhar outras para que se façam discípulas dele. Assim poderíamos dizer que a primeira missão de quem conhece Jesus é apontá-lo a outras pessoas. Por quê? Porque o discipulado só pode ser feito com ele. Jesus não precisa chamar, mas precisa acolher os enviados a ele e certificar-se do interesse dos mesmos. Isso deixa claro que não há discipulado sem convivência com Jesus e não há missão sem discipulado. Quem foi chamado e conviveu com Jesus, tem o dever de chamar e enviar ou levar ao encontro de Jesus, isso é prova do verdadeiro discipulado. Em João Jesus insiste em se mostrar discípulo fiel do Pai. “Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: que eu não perca nada do que ele me deu, mas o ressuscite no último dia” (Jo 6,38-39). Fidelidade esta levada às últimas consequências na plenificação da vida que a ressurreição. Segundo João, Jesus ainda insiste em outra vertente da missão que é a glorificação do Pai. Assim, a salvação do mundo não é só um bem para o mundo, para as criaturas, mas também para o criador. Salvar o mundo é glorificar o Pai. “Aquele que procura a glória de quem o enviou é verdadeiro e nele não há impostura” (Jo 7,18). A biblia serve para que as pessoas creiam em Cristo (João 20, 30 - 31), para ajudar os cristãos a caminharem (Salmo 118(119), 105), para nossa instrução (1Coríntios 10, 11) e para nos ajudar a corrigir e educar na justiça (2Timóteo 3, 16). A bíblia deve ser a fonte da nossa força, luz de nossa caminhada e objetivo de nosso trabalho. Mais do que história, a bíblia é portadora de uma mensagem. Ela é capaz de denunciar e anunciar. Ela denuncia as injustiças, os pecados, as situações desumanas, de pobreza, exploração e exclusão em que vivem tantos irmãos nossos. Foi o que fizeram os profetas e também Jesus Cristo. Mas a Bíblia é, sobretudo, um livro de anúncio. Ela proclama a boa notícia vinda de Deus: Ele nos ama e nos quer bem. Ele é o Deus que caminha conosco, que está ao nosso lado e nos dá força e coragem. Foi Deus que enviou ao mundo seu Filho Jesus Cristo. Ele veio nos trazer a Boa Notícia do Reino; veio nos trazer a Salvação, o perdão dos pecados. "A palavra de Deus nos textos sagrados não é um deposito inerte no interior da Igreja, mas se torna uma regra suprema da sua fé e potência de vida", diz o Papa Francisco.

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