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Felicidade Silenciosa

O que fazer quando você conquista um objetivo ou realiza um sonho? Quando está muito feliz pelo êxito alcançado? Como se externa isso? Como você compartilha isso? Como você passa a olhar o mundo depois disso? Ainda mais quando essa conquista envolve áreas distintas da sua vida, como profissional e pessoal, por exemplo. Seria uma super felicidade? Você sabe que ainda não chegou no seu ápice, mas sabe que está no caminho de chegar. Nessa hora você pode se sentir sozinha. Claro que você não é a primeira e nem a última pessoa do mundo a passar por essa situação, mas sente que quase ninguém ao seu redor consegue te entender. Como fazer? Com quem conversar, com quem compartilhar essas conquistas? É nessa hora que se faz necessário atenção. Atenção para não se cercar de pessoas interesseiras e que, de fato, não estão felizes por você, estão apenas interessadas em se beneficiar de alguma forma desse seu momento. A empolgação do momento pode nos vendar e impedir de ver a malícia alheia. Por iss...

Um quase amor

O que houve entre a gente? Foi algo tao forte e rápido, quando dei por mim eu estava fazendo tudo o que jamais imaginei fazer. Cedi, não neguei, me entreguei. Até hoje acho que nos apaixonamos por um curto tempo. Pelo menos acreditar nisso me conforta. Pois eu sei o que eu via nos seus olhos. Eu via intensidade, algo forte que ainda não tinha visto. Tinha algo lá, tenho certeza. Acho que foi uma paixão fulminante! Eu sei que me apaixonei, ou cheguei muito perto disso. Ainda gostaria que você mudasse de ideia, pedisse para voltar, tomasse uma atitude, atitude que eu queria. Você diz que gosta de mim e eu sei que é verdade. Eu sei! Na verdade eu queria que você fosse a pessoa, o cara! Ainda mais depois de sair de uma relação frustrada e que me desiludiu. Pensava que com o tempo você fosse perceber que, o que estava acontecendo entre a gente estava ficando forte e profundo. Mas eu via você fugindo, agindo de um jeito repugnante a ponto de me deixar muito, mas muito triste mesmo. Só que me...

Depois da queda

Criar expectativa além da realidade gera ansiedade para que ela se materialize. Na maioria das vezes nosssa vontade supera a razão. Na maioria das vezes estamos vendados por uma ilusão criada por nós mesmos. Na maioria das vezes, quase sempre, não temos consciência disso. Queremos tanto a realização de um desejo que negligenciamos a realidade e as implicações que podem ocorrer. Daí, acontece o óbvio: frustração. Daí, uma avalanche de palavras negativas soterram sua mente: "não sou capaz", "não consigo", "não sirvo pra nada mesmo". Daí, as palavras de materializam em reclamações: "a vida é injusta", "por que isso?", "o que eu fiz para merecer isso?". Nossos olhos, de novo vendaddos, só veem o pior lado de tudo; o famoso copo meio vazio. Tudo é errado: o páis é errado, o presidente é errado, a economia é errada, as leis são erradas, as pessoas ao redor são erradas, o chefe é errado. Chega um momento em que você se vê cercado de ...

Da minha janela vejo

Todos ou muitas pessoas já conhecem o perfil no Facebook ou já viram algum vídeo por ele gravado, registrando os assaltos na região central do Rio de Janeiro. Além do perfil, existe um site . A repercussão dos vídeos foi tamanha que chegou ao site G1 com uma matéria falando sobre a pessoa que filma e os desdobramentos da divulgação das filmagens. Pois bem, entre uma das pessoas procuradas para emitir uma opinião técnica sobre o ato do empresário foi a antropóloga Alba Zaluar, professora do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ. Segue o que ela disse: "O carioca adora botar o Rio para baixo. Todos os outros estados e capitais têm problemas como os nossos, mas ninguém fala mal de sua cidade. O autor da página quer causar um impacto emocional. Tanta procura não me surpreende. A exploração do crime como algo atrativo é antiga.". Ao ler isso, meu cérebro parou de processar o resto da informação do texto e perdeu a concentração. "Eu realmente li isso?" pensei...

Educação

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Registrar esta foto foi um ato totalmente impensado. Mas ao pensar no impensado, entendi o que me fez pegar o celular e capturar o momento. Talvez eu nem precisasse escrever uma crítica sobre isso, uma vez que a imagem fala por si só. Porém, se fez necessário expressar textualmente um momento vivido por eles e sentido por mim. Fazer dever de casa antes da aula ou dentro do ônibus a caminho da escola, porque esqueceu é super comum. Entretanto, essa ideia ultrapassa a realidade que, possivelmente, eles desconhecem; por enquanto. Vamos, primeiramente, observar alguns detalhes da imagem: material didático descuidado; mochila transformou-se em almofada e mesa; dois meninos usando bermudas e um vestindo calças jeans; camisas do uniforme limpas; os três estão rodeados por folhas da árvore; a calçada é totalmente esburacada e suja; não eram nem 10 da manhã. Analisando profundamente cada um desses aspectos é visível o abandono sofrido pelo trio. Abandono geral com início, meio e sem fim. Abando...

When was the last time you did something for the first time?

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It is a big headline but brings a good question, almost a reflection. T heard this sentence in Drake's song "Own it" which stayed in my mind and I thought, "I have to write about it, it's a good topic!" When I thought when and what was the last new thing I did, it took a few moments until my memory find an answer. So I remembered my first trip to Vancouver. What amazing travel! Unforgettable in all ways, because everything was the first time. First time abroad, first airplane flight, first time far from my family, first time alone for a while. Good reasons to be special. I still remember those days and everything I lived and experienced there. But after I come back, I realized I haven't been done nothing new, it was like I was stuck in life. Depressed, I know. After think and think I remember one thing that always make me feel good and make my brain works: write. Full of courage and excitement I brought my blog back to live. I read my old posts and remem...

Cultura do Descartável

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O que é descartável? Automaticamente você pensa em algum tipo de material como papel ou plastico. E, também, você logo pensa que ao terminar de usar esse material você joga no lixo. Resumindo: usou, jogou fora. Simples assim. Porém, o que acontece quando esse pensamento é transferido para as relações pessoais? Explico. Relacionar-se é, ao mesmo tempo, natural ao ser humano e complexo. Entender, compreender, investir, sofrer, perder, conquistar, manter, são alguns verbos (de ação) que fazem parte do universo dos relacionamentos. Dentro desse universo você não vê os verbos "usar" e "jogar"; ou pelo menos não deveria ver. O que vem acontecendo, entretanto, é a incorporação desses dois verbos na realidade das relações. Com o passar do tempo e das gerações, se tornou comum "usar" as pessoas e "jogá-las" fora quando não dá certo. Aí faço a pergunta: cadê os verbos manter, compreender, conquistar e investir? Talvez tenham sido jogados fora, já que é ess...